segunda-feira, 2 de abril de 2012

Governo Roseana Sarney é obrigado a garantir aulas a alunos do povoado Alto Bonito



Neto Ferreira

A pedido do Ministério Público do Maranhão, a Justiça concedeu liminar, em 26 de março, determinando que o Estado do Maranhão garanta, num prazo de 10 dias, o início imediato das aulas no turno noturno do anexo do Centro de Ensino Luso Rocha, no povoado Alto Bonito, em Riachão (a 825km da capital).

De acordo com os termos da Ação Civil Pública, de autoria da promotora de Justiça Patrícia Fernandes Costa Ferreira, os 74 alunos do ensino médio da unidade de ensino até o momento estão sem aula, devido à falta de professores.

O juiz Alessandro Arrais, titular da Comarca de Riachão, determinou, ainda em atendimento ao pedido do Ministério Público, que, se não for possível, o início imediato das aulas no próprio povoado, os alunos sejam remanejados para a sede do Centro de Ensino Luso Rocha, em Riachão.

Para tornar possível o remanejamento dos alunos, a Secretaria de Estado da Educação deve fornecer transporte escolar adequado e assegurar a reposição de todas as aulas perdidas.

Em caso de descumprimento das determinações, o Estado terá que arcar com multa diária de R$ 5 mil.


O Dia do Oligarca




Franklin Douglas (*)

Fosse vivo, talvez o Padre Antonio Vieira não tivesse opinião diferente do Maranhão de hoje em relação ao que conhecera em 1652, quando, em desgraça na Corte portuguesa, foi enviado, numa espécie de exílio, para o lugar onde “até o céu mentia”.

“A verdade que vos digo é: no Maranhão não há verdade”, sentenciou ele no seu Sermão da Quinta Dominga da Quaresma, em São Luís, em 1654.

Terra de mentirosos e ladrões, proferia Vieira sobre o Maranhão, em seu Sermão do Bom Ladrão, em 1655:

“O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento. Os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos”. (grifo nosso)

Qualquer semelhança com o Maranhão deste início do século XXI com aquele da segunda metade do século XVII, retratado por Vieira, não é mera coincidência. Mudam-se os ladrões de alta esfera, mas os reis (ou rainhas) de hoje continuam a encomendar o governo das províncias para que eles continuem, já com a manha, a roubar e despojar o povo.

O 1º de abril como o Dia da Mentira foi uma invenção francesa. O povo, arredio à determinação do rei Carlos IX, que adotara o calendário gregoriano e determinara que o ano-novo passasse de 25 de março para 1º de janeiro, continuava a comemorar o início da primavera na França e o ano-novo, em festas que duravam uma semana (a partir de 25 de março) e terminavam em 1º de abril. Gozadores com aqueles que não assumiam o novo calendário imposto pelo rei, enviavam convites para festas de ano-novo em 1º de abril que não existiam, dentre outras brincadeiras. Daí o 1º de abril passou a ficar conhecido como o Dia da Mentira.

No Brasil, a primeira patranha circulou na publicação mineira A Mentira (em 1º de abril de 1828): a falsa notícia da morte de Dom Pedro I, desmentida no dia seguinte.

No Maranhão, as patranhas, as inverdades, as mentiras, têm se personificado em seu oligarca-maior, o senador José Sarney. Ao fim da vida, o morubixaba tenta reescrever sua biografia em cima de patranhas mil. A última, nesta semana que termina em 31 de março (48 anos do Golpe Militar!), na sessão solene do Senado Federal em homenagem ao aniversário do PCdoB, o senador amapo-maranhense discursou seu compromisso com a Democracia e sua contrariedade com a Ditadura Militar. Logo ele...

Se Sarney insiste em querer fraudar a História como sua oligarquia frauda as eleições, felizmente há uma consciência crítica que não lhe deixa mentir ou repetir mil vezes a mentira para que ela se torne verdade. Pensamento crítico presente em diversas gerações.

Como na geração de Hélio Fernandes:

“Em 1970 Lacerda estava no exterior, deprimido, Sarney foi eleito senador, uma amizade que não prosperou nem progrediu [como Sarney inventava, em carta a Hélio Fernandes em agosto de 2004 e à qual Fernandes respondia neste trecho] (...) Lacerda foi cassado no dia 30 de dezembro de 1968, viajou para a Europa no dia 2 de janeiro de 1969. Mas ainda encontrou tempo para se despedir dos amigos com os quais ficou sequestrado pela ditadura. Enquanto isso acontecia, o amigo Sarney estava na Arena e no PDS, os dois partidos, sustentáculos da ditadura.” (Hélio Fernandes, em texto publicado no Tribuna da Imprensa (RJ) e repercutido no Jornal Pequeno, em 14/08/2004).


Na geração de Wagner Baldez:

“Enquanto estes ‘comiam o pão que o Diabo amassou’, isto pelo fato de persistirem fiéis aos princípios que defendiam, Sarney, sorrateiramente, abandona os antigos e diletos companheiros [da Bossa-Nova da UDN] para aliar-se aos militares golpistas; chegando a ocupar o cargo de presidente do Partido dos ‘CASACA-VERDES’!” (Wagner Baldez, no artigo “O violentador da verdade”, no Jornal Pequeno de 11/03/2012).

Na geração de Haroldo Saboia:

“Sarney mente compulsivamente. (...) Outra invencionice gabola tão reprisada por Sarney é que foi o ‘único governador do país a protestar contra o Ato-5’, editado em 13 de dezembro de 1968 (...) longe de protestar, bajula. Exalta a ditadura militar e bajula os ditadores de plantão em especial o marechal Costa e Silva. ‘Fui eleito pelo Povo. MEU MANDATO TROUXE A MARCA DA LUTA E SÓ FOI POSSÍVEL GRAÇAS À moralização eleitoral, às garantias surgidas e à liquidação da oligarquia política, OBRA, COMO TANTAS VEZES AFIRMEI, DA REVOLUÇÃO QUE EU APOIEI E POR ELA FUI APOIADO’ ” [escreveu Sarney no Jornal O Dia de 18/12/1968] (Haroldo Saboia, no artigo “Sarney e a Ditadura Militar: bajulação e mentira”, no Jornal Pequeno de 07/08/2009).

Na geração de César Teixeira, Emílio Azevedo e da equipe do jornal Vias de Fato:

“No discurso de Sarney, no lugar do ex-presidente da ARENA, aparece de súbito ‘um democrata’; em vez do afilhado e ex-correligionário de Vitorino Freire, surge um ‘oposicionista firme e corajoso’; (...) o aliado visceral de torturadores é ‘quase um comunista’ (...) [Esquece Sarney, em entrevista à TV Guará, em 27/03/2012] (...) a ‘universidade da fraude’, nas urnas de ‘Zé meu filho’, nas diabruras do desembargador Sarney Costa, nas velhas chicanas jurídicas, no golpe de 64, no AI-5, na construtora Mendes Júnior, nos ilícitos junto ao Diário Oficial, no processo contra Ribamar Bogéa e Freitas Diniz, na Lei de Terras, nas baixarias do Jornal de Bolso, na brutal grilagem ocorrida no Maranhão, nos inúmeros assassinatos no campo, na Fazenda Maguari, na tortura, no atentado contra Manoel da Conceição, na inflação de quase 100% ao mês, no desastre da Nova República, na CPI da Corrupção, na distribuição de concessões de TV, no Caso Reis Pacheco, do Convento das Mercês, etc.” (Editorial “José Sarney e sua síndrome biográfica”, publicado no saite do Vias de Fato, em 29/03/2012).

Na novíssima geração crítica das redes sociais que mobilizam jovens mundo afora e Maranhão adentro, no escracho sobre a piada da semana – Sarney, o democrata –, que se multiplicou via Facebook e Twitter: se a coluna Prestes [liderada por Luís Carlos Prestes, líder comunista brasileiro] tivesse conquistado o poder, o primeiro telegrama a chegar em Moscou diria: camaradas, vencemos! Saudações socialistas, José Sarney.

Para desespero do velho coronel, sua versão da História não prosperará, a não ser como pegadinhas de 1º de abril. Afinal, Padre Antonio Vieira, no púlpito do Convento das Mercês, de onde proferia seus sermões, acertou tanto na caracterização do Maranhão de XVII quanto nos traços de sua elite que nos propicia identificar, em cada era, aqueles que personificam o Maranhão das mentiras e do atraso.


Franklin Douglas - jornalista e professor, escreve para o Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Artigo publicado no Jornal Pequeno






Roseana tenta afastar ministro Versianni do processo de cassação


Por Jorge Vieira


Roseana quer  ministro longe do processo a que responde
Com o objetivo de afastar o ministro Arnaldo do Versianni do processo em que o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) pede a cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB), por abuso de poder político e econômicos nas eleições de 2010, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores ingressou com uma ação no TSE - Tribunal Superior Eleitoral – para impugnar a competência de Versianni relatar o caso.

Os autores da ação argumentam que o ministro não teria sido “prevento, que primeiro conheceu de recursos vindo do Maranhão nas eleições de 2010, e o presente RCED é justamente o primeiro recurso advindo do Estado do Maranhão relativo às Eleições Gerais de 2010”.

Segundo os advogados do ex-governador José Reinaldo, o recurso é apenas “mais uma tentativa desesperada de atrasar o desfecho inevitável da cassação do mandato”. Para Rodrigo Lago e Rubens Junior, que assinam a peça de acusação, “a tese de Roseana é pífia e descabida, pois além desse processo o ministro Versianni anteriormente foi relator de dois outros relativos às eleições de 2010, e que assim ele é o relator prevento de todos os recursos do estado do Maranhão, relativo às eleições de 2010, de acordo a legislação eleitoral”.

Segundo Rodrigo Lago, o risco de cassação tem feito a oligarquia usar de tudo quanto é meio para atrasar o andamento do processo movido por José Reinaldo, que sustenta que foram usados recursos públicos de mais de R$ 1 bilhão em convênios eleitoreiros.

Acuada, governadora tenta de todas as formas
 adiar o processo
 “Só aqui no TRE do Maranhão, a carta de ordem do TSE, para ouvir as testemunhas da própria Roseana Sarney, andou de muletas por nada menos de 06(seis) meses e só foi devolvida porque o ministro Arnaldo Versianni determinou o envio imediato esta semana. Após tantas manobras do TRE, agora Roseana Sarney tenta uma última cartada no próprio Tribunal Superior Eleitoral: afastar do caso o ministro Arnaldo Versianni, que deve ouvir o depoimento da última testemunha de defesa, deputado Chiquinho Scórcio, no próximo dia 10 de abril, em Brasília”, denuncia.

Para os advogados de acusação, Roseana teme que, com o fim da colheita de provas, que se encerra dia 10 de abril, o ministro dê andamento ao processo e leve o caso a julgamento pelo plenário do TSE ainda no primeiro semestre.

Rodrigo Lago e Rubéns Júnior sustentam que “a tese de Roseana é intempestiva, pois deveria ser arguida no primeiro momento em que Roseana Sarney e seu vice, Washington Oliveira (PT), se manifestaram nos autos, pois se o ministro Versianni fosse incompetente para o caso, a falta de impugnação oportuna prorrogou a incompetência relativa”.


Os dois advogados esclarecem que, encerrada a fase de produção de provas no próximo dia 10 de abril, com o depoimento de Scórcio, o ministro Arnaldo Versianni deve abrir prazo para as alegações finais e manifestação do Procurador Geral Eleitoral e, em seguida, submeter o caso a julgamento. “É isso que teme a Oligarquia”, denunciam.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Bandidos fazem “a festa” no interior




Nesta semana uma ação ousada de bandidos chamou a atenção de todos, quando uma quadrilha ao invadir um destacamento de Polícia, rendeu e amordaçou os polícias militares em Cinelândia, em seguida fez um verdadeiro arrastão no município.

Neste momento outra quadrilha esta dentro da agência do Banco do Brasil de Carolina, com reféns. A Polícia esta no local, mas aguarda os desdobramentos.

Acabou o respeito pela força de segurança do Estado e os nossos pobres interiores viraram "Caixa Eletrônico" de criminosos de tudo que é canto do país. O Grupo Tático Aéreo que seria a nossa elite da Polícia local, mais funciona como meio de transporte da governadora do que um grupamento preparado para atuar em situações de risco.

Enquanto isso o secretário Aluisio Mendes, passivo, vê tudo ocorrer sem tomar nenhuma atitude e se mantém no cargo apenas por ter salvado Fernando Sarney da prisão ao dedurar detalhes da Operação Boi Barrica.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Busto de Sarney é roubado em Vitorino Freire





Acontece de tudo no município de Vitorino Freire. Após sumirem com o dinheiro da Educação, da Saúde e do prefeito ser denunciado ao Tribunal de Justiça pelo Ministério Público, por fraude em licitação, roubaram nesta madrugada de quinta-feira (29) o busto do senador José Sarney da praça que leva o nome do ex-presidente.

A cidade acordou hoje assustada com tudo que vem acontecendo no município e principalmente com o mistério sob o paradeiro do busto, em bronze, do ex-presidente da República. Os populares que costumam passar pela praça não conseguem entender como conseguiram carregar a peça tão pesada sem que ninguém visse.

Como em Vitorino Freire o poder público praticamente não existe, pois ninguém consegue enxergar uma única obra do prefeito Ribamar Rodrigues e muito menos a presença da autoridade policial, os bandidos, a essa altura, já devem ter derretido Sarney.

Jorge Vieira

Família Lobão é campeã de faltas no Congresso



POR EDSON SARDINHA E FÁBIO GÓIS 


A mulher e o filho do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, foram os parlamentares que mais estiveram ausentes das sessões de 2011. Mesmo tendo comparecido a apenas 20 dos 121 dias de votação, a deputada Nice recebeu R$ 470 mil



Quem pensa que o senador licenciado Edison Lobão (PMDB-MA) anda distante do Congresso, ainda não viu a mulher nem o filho dele. Ninguém faltou mais às sessões destinadas a votação na Câmara e no Senado em 2011 do que a deputada Nice Lobão (PSD-MA) e o senador Lobão Filho (PMDB-MA), suplente que ocupa a vaga do pai. É o que revela levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco sobre a assiduidade dos parlamentares na Câmara e no Senado.


 Desde que tomou posse,
Nice Lobão participou apenas uma vez de uma votação na Câmara 
 
A deputada, de 75 anos, compareceu a apenas 19 dos 107 dias com sessões deliberativas da Câmara e apresentou justificativa para 87 de suas 88 ausências ano passado. O roteiro continua o mesmo em 2012: até o dia 20 de março, ela havia aparecido uma única vez na Casa. Desde que assumiu seu quarto mandato, Nice não apresentou nem relatou qualquer proposta, tampouco se pronunciou em plenário. Registrou presença em somente duas das 84 reuniões da Comissão de Educação e Cultura, da qual é titular.


Um único voto

Reeleita em 2010, ela deu um único voto até agora: foi na terceira semana de trabalho, em 15 de fevereiro de 2011, a favor do requerimento de urgência para a votação do novo salário mínimo, de R$ 622. Nesse período de absoluta discrição, Nice recebeu R$ 470 mil apenas em subsídios. Além do salário, a deputada teve à disposição para gastar no exercício do mandato quase R$ 100 mil por mês, entre cotas parlamentares, verba de gabinete e auxílio-moradia.

Mesmo padecendo de dores crônicas na coluna e nos joelhos, motivo de suas 82 licenças médicas em 2011, ela resiste a se afastar do mandato e ceder a vaga a um suplente. Desde 2006, Nice se submeteu a três cirurgias na coluna, segundo o gabinete dela. A suplência na Câmara é definida nas urnas – ao contrário do Senado, onde muitas vezes os substitutos são escolhidos dentro de casa, como Lobão Filho.

“Ela sofre pressão de outros parlamentares e até de pessoas da família, que já a aconselharam a se licenciar. Mas ela tem apego ao trabalho e a esperança de voltar”, explica a assessoria.

Tal mãe, tal filho


Pelo segundo ano consecutivo, Lobão Filho foi o senador mais ausente - Valdemir Barreto/Senado
Sempre a postos para substituir o pai no Senado, Lobão Filho atribuiu a problemas de saúde, como a mãe, a maioria de suas ausências nas sessões deliberativas. O senador, de 47 anos, não esteve presente em 59 das 126 sessões a que deveria ter comparecido no ano passado. Foram oito faltas ainda não justificadas, 26 licenças médicas e 25 por interesse particular, único tipo que não implica ônus para os cofres públicos.

Depois de sofrer um grave acidente automobilístico em maio do ano passado, o peemedebista passou cerca de três semanas internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI). “Foi um ano complicado, quase morri. Não me recuperei 100% até agora”, alega Lobão Filho, que diz precisar de mais 30 dias para ficar plenamente recuperado.

O senador também alega que boa parte de suas ausências foi usada para recuperação, embora não tivesse atestado médico. Diferentemente da mãe,Lobão Filho não passou 2011 em branco: vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, também integrou as comissões de Serviços de Infraestrutura, e de Ciência e Tecnologia, além do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Ele apresentou três propostas de emenda à Constituição, cinco projetos de lei e um projeto de lei complementar. Fez um discurso em plenário.

Mais um conto maranhense: “O Hospital que não é inaugurado devido ao tempo nublado”.





Roseana pouco faz
e depende exclusivamente de Dilma
Diz um velho ditado “que o reflexo das nossas ações é visto pela satisfação dos nossos pares”, bonitinho o discurso quando nossas ações são voltadas para o bem estar social, mas aterrorizante se nos voltarmos para a nossa satisfação pessoal.

Barreirinhas é o principal ponto turístico do Maranhão, no local se localiza os Lençóis Maranhenses, ponto de partida pelo passeio no Rio Preguiça que inclui a isolada Caburé. Um verdadeiro Oasis de riquezas naturais.

Mas o município não recebe tantas visitações como outros pontos turísticos do nordeste como Fernando de Noronha em Pernambuco, Porto Seguro na Bahia e Maragogi em Alagoas por uma questão simples, falta planejamento, divulgação e estrutura ao local. Se por um lado em Barreirinhas tem os Lençóis, por outro existe a pobreza, o analfabetismo e a saúde precária. Situação que espanta maiores investimentos empresariais que elevaria o PIB da região.

E o Governo do Maranhão, mais precisamente Roseana Sarney não parece muito preocupada com esta situação.

Roseana só confia em viajar com o GTA quando o assunto é pessoal
 Nesta terça-feira o secretário Ricardo Murad anunciou com grande alarde que ele e a governadora iriam inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do GOVERNO FEDERAL no município, a população sem dúvida, deve ter aguardado ansiosa, já que seria um hospital público para cuidar da saúde. Pois o dia amanheceu nublado e por este motivo Roseana resolveu que não iria vigiar de helicóptero, pela estrada ela se nega a ir, mesmo que a distância não dure mais que três horas e seja feita em carros bem seguros.

Enquanto isso a saúde das pessoas que necessitam de atendimento tem que esperar a boa vontade da governadora em se dirigir a Barreirinhas.  Se nesta sexta-feira o tempo estiver ruim, será que Roseana também irá se recusar a ir em Brasília encontrar a comitiva que viajará aos Estados Unidos? Creio que não.

A Família Sarney possuí negócios em Barreirinhas, mais precisamente no ramo hoteleiro e são frequentes as visitas ao resort da família, as viagens acontecem sempre de helicóptero com tempo bom ou ruim. O que importa mesmo para a governadora é aparecer como sempre fez e por isso sempre investiu muito em publicidade. Não seremos hipócritas aqui de não reconhecer a importância da presença do chefe de estado na entrega de uma obra, mas o que se questiona, é a falta de sensibilidade da governadora com a população.

Roseana tem que agradecer todos os dias a presidenta Dilma, porque se não fosse por ela o governo da “sarneyzinha” não teria nenhuma obra entregue, as UPA’s são obras do Governo Federal, Roseana apenas surge como figurante, por isso que nunca serão entregues 72 hospitais no Maranhão porque Dilma não irá construir tantas unidades em apenas um Estado.

“Simples assim”.